CARTA AO CLERO DA ARQUIDIOCESE DE APARECIDA

 




CARTA AO CLERO DA ARQUIDIOCESE DE APARECIDA


Amados irmãos no ministério,


Dirijo-me a todos com um coração sincero, porém profundamente entristecido. É motivo de grande preocupação perceber uma arquidiocese que, em muitos momentos, demonstra pouca participação, pouco interesse e certa estagnação naquilo que deveria ser o centro de nossa missão: o serviço a Deus e ao Seu povo.


Temos buscado, com antecedência e zelo, organizar encontros, reuniões e momentos de comunhão. No entanto, é doloroso constatar que, em diversas ocasiões, a participação tem sido mínima ou inexistente. Mais triste ainda é perceber a ausência sem justificativa, o silêncio e a falta de compromisso com aquilo que diz respeito não apenas à organização, mas à própria vida pastoral de nossa arquidiocese.


Uma Igreja que não se reúne, que não dialoga, que não caminha unida, corre o risco de enfraquecer-se. E é exatamente isso que não podemos permitir. Nossa Arquidiocese não pode caminhar para a indiferença, nem para a negligência, nem para uma realidade de comodismo espiritual e pastoral.


Exorto-vos, portanto, com firmeza e caridade: participai. Sede presentes. Sede comprometidos. Já foi dito muitas vezes, e reitero: não é possível que, em meio à rotina, não se encontre ao menos alguns minutos para aquilo que é essencial. Se há tempo para tantas outras coisas, deve haver tempo para Deus, para a missão e para a vida da Igreja.


Mesmo diante das exigências diárias, é certo que cada um pode oferecer algo: alguns minutos de oração, a celebração de uma missa, a recitação de um terço, uma palavra de evangelização. Tudo isso pode e deve ser oferecido a Nosso Senhor e à Virgem Maria.


Nossa Senhora Aparecida não deve, em hipótese alguma, ser desvalorizada por nossa falta de zelo, de responsabilidade ou de amor à missão. Ao contrário, deve encontrar em nós servos fiéis, disponíveis e generosos.


Se desejamos uma arquidiocese viva, com mais vocações, com mais sacerdotes e com uma presença forte na comunidade, é necessário que aqueles que já foram chamados respondam com fidelidade e empenho. Não haverá frutos onde não houver trabalho. Não haverá crescimento onde não houver dedicação.


Portanto, deixo aqui um apelo sério e sincero: assumamos nossa responsabilidade. Trabalhemos, evangelizemos, sejamos presença ativa e testemunho vivo do Evangelho.


Que Deus nos abençoe, nos fortaleça e nos conduza no caminho da fidelidade.


Fraternalmente,


+ Carlos Henrique Cardeal Alves 

Arcebispo de Aparecida do Norte 

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